sábado, 9 de outubro de 2010

Quinze anos Playstation: Tomb Raider

Agora estou a fazer batota, porque nem sequer joguei Tomb Raider na Playstation - a minha primeira experiência foi na muito inferior versão para Sega Saturn, e quando acabei o jogo foi na (superior) versão para PC.



Mas valor estético à parte, a base do jogo era largamente a mesma entre as várias plataformas, e devido a uma combinação de marketing e boa qualidade, a icónica Lara Croft ficou fortemente associada à máquina da Sony, ao ponto do posterior e desastroso Angel of Darkness ter sido em tempos apresentado como um dos jogos que demonstraria o verdadeiro potencial da Playstation 2.
Há uma boa razão para o Tomb Raider original ter lançado Lara para o estrelato, que nada tem a ver com os voluptuosos seios da heroína, nessa altura uns grandes, mas dificilmente atractivos, poligonos piramidais (nesse primeiro modelo de Lara Croft, sempre achei o rabo bem mais atraente, ainda que um bocado quadrado).
É que, apesar da Playstation ter sido coincidente com o aparecimento dos jogos 3D, a maioria dos jogos 3D ainda eram muito limitados, especialmente no que dizia respeito a acção em plataformas. Um par de meses antes, Super Mario 64 definiu o significado de um bom jogo de acção em 3D, mas Tomb Raider foi o primeiro jogo Playstation com semelhante fluidez, níveis complexos que faziam muito uso do eixo vertical, e um leque de localizações fantástico e variado.
De certa forma, Tomb Raider foi o Mario 64 da Playstation.
Mas não se pode reduzir a primeira aventura de Lara a um triunfo mecânico. O ambiente do jogo era incomparável na altura. Os cenários enormes estavam populados de ruídos ambientes que nos deixavam tensos, e Lara era muito menos bem armada do que é o presente, pelo que até o repentino aparecimento de uma tríade de lobos era sinal para alarme, especialmente quando acompanhados de um crescendo orquestral na música. Tomb Raider era um jogo que nos assustava de vez em quando, quanto mais não fosse porque qualquer acontecimento era um assalto aos sentidos quando os cenários transmitiam tão bem aquela forte sensação de solidão, de isolamento.
No final de contas, o Tomb Raider original foi uma verdadeira aventura, um jogo de exploração e resolução de enigmas pontuado pelo tiroteio ocasional, exactamente a relação inversa dos jogos mais modernos da série. Foi o jogo de Indiana Jones que todos os fãs do arqueólogo queriam, mas com uma carismática inglesa em vez de Harisson Ford.
Actualmente, Lara é mais uma heroína de acção do que uma arqueóloga, e embora continue a gostar de praticamente todos os jogos recentes, o primeiro ainda se destaca como um marco na génese dos jogos 3D.
Para os interessados, o Tomb Raider original pode ser comprado online na Playstation Store, e corre muito bem tanto na PSP como na PS3. Se quiserem um gosto do original mas não conseguirem engolir os gráficos datatos, o remake Tomb Raider: Anniversary, pela Crystal Dynamics, é bastante fiel ao original.
Créditos: Vicente da comunidade Tomb Raider Brasil
Fonte: ene

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